Para ler ao som de Amores Imperfeitos

Nas estradas do amor… A rota de colisão confunde, mas é normal. As batidas de frente machucam, mas fazem parte. Os acidentes são graves, mas não precisam significar a morte. Nas estradas do amor tem muita gente dirigindo embriagada, com o celular na mão e com imprudência. Têm gente que vê uma placa de curva perigosa para a direita e prefere acelerar e virar para a esquerda. São buracos, desvios, obras e pedágios. É preciso parar para abastecer, trocar o óleo e calibrar os pneus. Não da para esquecer de nada disso. Os inícios são brilhantes, depois a gente pode ir perdendo a motivação. Os amores imperfeitos são parte da vida de todas as pessoas. O que não dá é pra viver sem amor. Seja novo ou antigo, seja o primeiro ou se já se tenha perdido as contas. Os erros vão vir para a gente crescer, as provas vão vir para fortalecer e se for verdadeiro, o amor vai passar por cima de tudo. Amor perfeito? Todo mundo enfrenta problemas, não é apenas você. Agora, tem aquela frase famosa que enche a gente de esperança: “Sei que amores imperfeitos são as flores da estação.”

Pode se apegar em filosofia, astrologia, poesia, arritmia, amor que deu azia, que foi balde de água fria ou então que foi platônico. Talvez crônico, um tanto sinfônico, quem sabe telefônico, de rede social. Amor imortal? Ou então só casual, um amor de carnaval, amor muito real, meio fora do normal. Amores imperfeitos que vão e depois voltam, amores que não nos soltam, nos dão nó com vontade. Têm amor que dá saudade, nos traz felicidade, nos tira da realidade. É fato que o amor vicia. A gente fantasia, também se delicia, sai por aí cheio de ousadia. E se faltar palavra, a coisa não se agrava: dá para conversar com tato, fazer gato e sapato, amar nunca é chato. Viu como é simples? Tão simples como rimar. Amar é aceitar, principalmente as imperfeições. Elas nos ensinam, nos deixam mais preparados e se for para acontecer, tudo no final sempre dá certo. Amor de verdade sempre vai ficar por perto, por mais longe que se vá.

Os poetas antigos já perpetuaram: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”. Então que a gente seja. E com muita intensidade! Ame seus amores, suas paixões, suas amizades, quem for sangue do seu sangue. Por que no fim é isso que faz tudo valer a pena. Os sacrifícios feitos em nome do coração são os mais nobres que alguém pode vir a realizar. Existem sentimentos que ficam no pedestal, prioridades que avançam sobre todas as outras. Antes que sejamos apenas nós, sejamos dos outros. Sejam os outros pessoas ou sonhos. Isso contraria muita coisa que eu já li por aí, mas quer saber da verdade? Amores, imperfeitos ou não, configuram a razão de uma existência. Uma vida, pra que seja bem vivida, que seja em nome de amor. O amor. A única revolução verdadeira.

Paulinho Rahs

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