Melhor ao som de When I Come Around

Caiu a noite mais uma vez. Por um segundo eu fiquei esperando o interfone tocar, você chegar trazendo outra garrafa para animar ainda mais a festa, eu me fazer de quem não queria muito e só te cumprimentar depois de todo mundo ter feito. No instante seguinte, algo me trouxe de volta para o presente e a grande verdade é que isso faz parte do passado. A monotonia tem feito parte de mim, a falta de intensidade tem feito eu parar para pensar se tudo isso está certo. Eu realmente sou quem esperava ser? A noite caiu e quem me aguarda é um seriado do Netflix, um refrigerante, quem sabe um pouco de pipoca se ainda houver no armário. Provavelmente que há uns anos atrás eu já estaria abrindo o primeiro latão, conectando o celular na televisão, botando o som lá no alto. Pronto para receber todo mundo, você sabe, só uma desculpa para te receber aqui.

Agora sou outro. Ando por outros caminhos e desenvolvi outros hábitos. Não que eles mostrem quem eu realmente sou. Há um lance em viver no automático que é o fato de irmos para lugares que jamais sequer pensamos que iríamos. A gente se torna alguém que nunca imaginou ser. Hoje eu sou uma fração do que eu fui, metade de quem eu pretendia, mas continuo desejando você em 100% de mim.

Deixo-lhe seguir a sua vida como bem entenda. Afinal, os nossos impactos na vida dos outros dependem quase que exclusivamente das nossas próprias ações. A minha escolha foi me afastar, então eu não tenho nada que ficar que nem bebê chorão, esperneando por ajuda, implorando para que me salvem de minha própria falta de atitude. É hora de colocar tudo na balança e se as coisas penderem para o seu lado, pode saber que vou voltar com todas as minhas forças para te recuperar.

Então é isso. Tudo, sem muito mais a dizer. Nem perca seu tempo dando voltas pelo mundo, querendo entender a razão e o motivo de certas coisas incertas. Se for pra ser, será. E você vai saber exatamente onde me encontrar quando eu voltar.

 

Paulinho Rahs

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