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Paulinho Rahs

Poesia Que Cura A Alma

O Encontro do Homem e do Menino

Havia passado mais de um ano sem fazer a coisa que mais gostava.
Ou, pelo menos, a que melhor fazia.

O homem reencontrou o menino numa manhã abafada no interior de São Paulo.
Compartilharam um sorriso ao terem o reencontro numa sala
com o ar-condicionado no turbo, a 16º Celsius.
Afinal, nenhum dos dois nunca foi muito chegado a passar calor.

Talvez existissem muitos jeitos de esse encontro acontecer.
Geralmente era da maneira mais dolorosa: a perigosa magia da ilusão da nostalgia.
A Máquina do Tempo das Memórias e Lembranças sempre fora a mais usada.
Talvez por ser a mais óbvia, a mais automática.
Talvez por um certo instinto masoquista de gostar desses pequenos e saborosos sofrimentos.

Eles costumavam se reencontrar no passado. Sempre acabavam na discussão, no dilema e, por fim, na briga sobre o que deveria ter sido feito diferente. Mas isso nunca terminava bem.
A Máquina do Tempo das Memórias e Lembranças os permitia assistir, mas não editar o passado.
Eles insistiam em se reencontrar por lá.

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A honra de ter servido ao Grêmio

Se esse post tá aparecendo pra ti, bem, é meio óbvio: tu seguiu o Paulinho por causa do Grêmio.
Mas muitos de vocês conheceram o Paulinho além do Grêmio.
E é justamente pra vocês que este post é destinado.

Pra aqueles que estranharam o sumiço, vieram perguntar se estou bem, tentaram entender porque já não vemos mais os vídeos das dublagens do Sant’Ana e sua trupe tentando arrancar uma risada tua mesmo quando o resultado não é o mais favorável.

Bom, decidi apenas vir explicar. E agradecer.

Tudo começou com uma brincadeira de inteligência artificial.
Em pouco tempo virou absolutamente tudo: eu, literalmente, pelo Grêmio decidi viver.
E como tudo na minha vida sempre foi, não sei fazer pela metade.
Nem meio focado em outra coisa.
Nem me dividindo em vários.
Tenho que ser inteiro. Intenso. Tudo ou nada. E fui tudo.

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João e a Felicidade

João rodou por muitos lugares
procurando felicidade,
foi longe, buscando sem parar.
Andou tanto que quase morreu de saudade,
e pra sua casa acabou querendo voltar.

Quando retornou, pode descobrir.
Pra tão distante ele teve que fugir,
e só na volta entendeu
que a felicidade já morava lá.

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Feliz aniversário, Velho Casarão!

Velho Casarão de glórias e conquistas.
Na minha mente segue sendo uma imagem que não se apaga.
Foi no Olímpico Monumental que vivi por muitos anos
momentos inesquecíveis, histórias imortalizadas.

Como em tudo nessa vida, o novo sempre vem.
O progresso, a evolução. E eu fico feliz também.
Os tempos são outros e é pra frente que se olha.
Mas lembro que olhar pra trás é também valorizar a história.

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O que é o Grêmio pra mim? (Texto de aniversário para o Grêmio)

E aí tu vens e me pergunta: o que é o Grêmio pra ti?
Ah, isso é fácil de responder.
Quer dizer, peraí: não sei se tu vais entender…

Meu gremismo está em tudo. Basta abrir os olhos e ver.
Vem do meu pai, do meu avô. Dos amigos que fiz na cancha.
Vai ficar para os meus filhos.
É o Grêmio que define o humor da minha semana.
Foi com ele que vivi os momentos mais intensos da minha vida.
Alegrias, tristezas. Na Arena ou no Velho Monumental,
repito uma antiga frase que eu via lá na Geral: Aqui vivi loucuras.

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Pequenos Momentos (No dia que o Marcão morreu, no velório não faltou ninguém…)

Onde é que andam os teus sonhos
E aqueles pensamentos risonhos
De mudar o mundo?

Senta aqui um segundo, vamos conversar
Eu quero ouvir da correria da tua vida
Da tua falta de tempo
Das lutas e das tretas
E também do fundo daquela gaveta
Onde eu sei que os teus sonhos foram parar

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O Surto da Maria

Tu viu os stories da Maria?
Ela tá surtando, faz dias,
e ninguém entendeu o motivo.
Eu tô acompanhando no Twitter
que agora tão cancelando o glitter
por que brilhar hoje em dia é ofensivo.

Abri um post aleatório
e um sujeito chamado Gregório
xingava quem havia postado.
Dizia no comentário
que o autor era um otário
burro, idiota e estava errado.

Mas o cara que postou
sobre o assunto estudou
publicou até artigo.
E o que estava comentando
era um fake só tentando
arrumar um inimigo.

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O encontro de Paulo Sant’Ana com Deus

Quando me mudei da terra para o céu, confesso que não queria.
Mas ao ser recebido por Lupícinio Rodrigues, por Mário Quintana e Eurico Lara,
vi que o azul do céu era ainda mais celeste.

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400 vezes Geromel: Texto de homenagem

Você acredita em destino?
Eu não acreditava.

Mas é impossível argumentar contra fatos.

O futebol, o amor e a vida real tem um certo elemento em comum.
O que alguns chamam de acaso, hoje eu chamo de: era pra ser.
E não tem nada nesse mundo que me convença que poderia ser de outra forma.

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