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Paulinho Rahs

O Poeta Solitário

Finja que você pode fazer tudo que quiser

Leia ao som de Time To Pretend

É agora ou nunca.
Caramba, mas é sempre agora ou nunca. Eu não aguento mais essa saudade do passado. Todos os dias eu sinto falta de algo da escola, dos amigos que já partiram, dos amores que nunca mais voltarão ou de quem eu já fui. É um círculo vicioso, uma eterna vontade de voltar que não acaba nunca. Sempre há algo que parece que era mais fácil ou melhor há pouco tempo atrás. Talvez seja mesmo verdade que crescer e envelhecer é uma droga, mas disso eu sempre soube. Dentre todos os meus desejos mais profundos, ser jovem para sempre é o mais forte de todos.  Continuar lendo “Finja que você pode fazer tudo que quiser”

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A gente morre de inveja

Leia ao som de Jaded – Aerosmith

A gente morre de inveja.
Quando alguém consegue o que a gente queria, quando alguém que a gente admira não nos dá a mesma moral que dá para outros, quando o sucesso chega mais rápido para o nosso rival.

A gente morre de inveja.  Continuar lendo “A gente morre de inveja”

Todo mundo precisa de um pouco de sofrimento

Leia ao som de Make it Right

É, não quero me fazer de louco e indiferente a dureza da vida real e todos os problemas graves que assolam a vida das pessoas. Mas convenhamos que essa é uma verdade: sofrer um pouco de vez em quando não é de todo mal. Continuar lendo “Todo mundo precisa de um pouco de sofrimento”

Aos que tem dúvidas. Vocês estão certos.

Poucas vezes na minha vida estive tão confuso. As coisas não são como já foram outrora e eu passo incontáveis horas tentando entender se estou indo para onde realmente deveria. Me tira o sono à noite e a concentração de dia a sensação de que a vida já foi melhor e que meus planos para hoje eram bem diferentes.
Hoje vejo toda a minha ingenuidade e que aquela pureza de sonhar com força máxima se esvaiu. Hoje uma onda avassaladora de “pé no chão” me arrastou de volta para a realidade. A tal “crise dos vinte e poucos” me pegou mais cedo que o esperado e isso tem me deixado vagando sem rumo, olhando para o teto do quarto, num estado de incerteza. Será que eu estou fazendo as coisas do jeito certo? Continuar lendo “Aos que tem dúvidas. Vocês estão certos.”

Ninguém é mais contagiante que ela

Melhor ao som de The Adventures Of Rain Dance Maggie.

Não sei se você já conheceu alguém assim, que vive em alta velocidade, te agita, parece que exerce uma magia absurda sobre os sentimentos. Ela é o tipo de gente que cria o que eu chamo de ‘memórias coloridas’. Um dom que algumas pessoas possuem de deixar lembranças tão boas gravadas conosco que parece que relembrar o que foi vivido é trazer de volta um tempo com cores vibrantes. Um verdadeiro filtro de Instagram impregnado em uma recordação linda. Ela é de um jeito tão contagiante que dá vontade de conviver mais e mais. É doce e viciante, difícil de controlar. Continuar lendo “Ninguém é mais contagiante que ela”

A última carta de amor que vou escrever pra você

(Para acompanhar, ouça The Blower’s Daughter)

Amor,

Eu sei que faz tempo. Sei também que nada do que passou vai voltar.
Me perdoa. Ah, isso é tão óbvio! Mas sério, me perdoa. Continuar lendo “A última carta de amor que vou escrever pra você”

Likes de plástico

Fecha a rede social, avisa que volta logo e silencia o Whatsapp, checa as últimas curtidas e fecha outra rede social, bota o celular no modo avião e enfia ele no bolso. Melhor, desliga essa droga e deixa ele em cima da mesa. Tira esse jeans apertado e esse tênis que te deixa sufocado e coloca umas roupas confortáveis. Te desconecta e sai por aí. Sai atrás de novos horizontes, limpa a mente, faz uma higiene mental. Caminha, corre, cansa. Acha uma piscina, faz uns polichinelos, deixa esse coração acelerado e bombeando sangue desesperadamente para o resto do corpo. A gente tá prestes a enlouquecer com essa rotina digital, sendo refém de celular. Continuar lendo “Likes de plástico”

Não adianta fugir

Eu consigo ver através da sua alma. Tudo que deixamos para trás e que voltou para nos assombrar está se tornando um peso praticamente insustentável sobre as minhas costas. Preciso de ajuda para carregar isso tudo e, sinceramente, você também tem culpa. O que é justo é justo, certo? Então pela justiça, que você sempre foi tão a favor, me ajude a carregar esta cruz. Sabe quando a gente está vivendo, mas dentro da mente só consegue lembrar do passado? Eu tenho a nítida sensação de que não pertenço ao lugar em que estou agora. Continuar lendo “Não adianta fugir”

O rancor aprisiona

Ela ainda não sabe o crime que cometeu, mas está encarcerada. A cela é fria e úmida. A comida é escassa e as visitas, cada vez mais raras. Seu grito ecoa num ambiente que não acolhe dores. Ela gasta o tempo que tem a pensar em tudo que a fez chegar até ali e planeja, minuciosamente, os próximos passos dentro daquele pequeno tártaro. Todos os dias a rotina se repete. Ela alimenta a história, cuida de cada detalhe para nenhum deles ser esquecido. Insano dizer, mas ela parece saborear cada dor, cada mágoa e todas as palavras frias, proferidas numa manhã de domingo, entre um gole de café e um baque de porta. Continuar lendo “O rancor aprisiona”

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