Por que a gente erra tanto? Por que a gente faz tanto mal a si mesmo?
Eu deito pra dormir e simplesmente não consigo apagar por conta de tantas perguntas que rondam o meu pensamento. Faz muito tempo que eu não sei o que é ter uma noite de sono sem antes algumas horas de tortura dentro da minha mente.

Minha vida está no mesmo ponto há muito tempo. Mas só agora estar aonde estou faz eu me sentir sufocado e estagnado. Será que isso é bom ou ruim? Será que estar no ponto que eu estou sempre foi bom e agora fiquei confuso e comecei a ver de uma forma distorcida ou será que nunca foi bom e só agora eu tô me dando por conta?

As minhas fotos dos últimos anos não me agradam. Os vídeos em que eu apareço, muito menos. A minha voz nos áudios diz coisas que eu nem acredito de verdade. Eu não sou quem eu queria ser. E eu sei que a culpa é toda minha. Chega. Preciso tomar uma decisão.

Preciso parar de cometer tanto erro bobo. Meu pai me dizia que é nas pedras pequenas que a gente tropeça. Eu tropeço nas pequenas, me enrolo com as médias e caio de cara nas grandes. Eu quero fazer mil coisas na minha vida e tô sempre deixando pra amanhã.

E faz tanto tempo que eu prometo começar na segunda, que as semanas passam cada vez mais rápido. Tenho deixado tanto pra fazer outro dia – ou quando tiver sol, ou quando a ocasião for melhor -, que não realizo nem metade do que me proponho. Viver assim não tem sido nada legal.

Aprendi que fracasso não existe. Existe apenas resultado. Não é que a gente fracasse por azar ou qualquer outra coisa. A gente colhe fracasso de resultado por ações. Ver a vida desse jeito me faz acreditar que mudar a minha sorte está nas minhas mãos. E eu não pretendo perder mais um segundo sequer.

Ainda que recentemente eu não me orgulhe da nada que conquistei, da aparência que cultivei ou do tempo que perdi, é libertador parar de pensar em voltar atrás. Agora eu só penso em ir em frente. Cada dia conta. Eu sei que só depende de mim e a minha parte eu vou fazer.

Paulinho Rahs