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Paulinho Rahs

O Poeta Solitário

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solidão

O valor que as coisas têm

Havia um velho senhor lá na rua onde eu morava
que, cordial, dizia: – Buenas! – sempre que eu ali passava.
O velho era conhecido por muitos na região
por uma lenda que cercava seu nome e sua situação.

Notei que ele sempre se vestia de um jeito muito singelo:
no inverno um casaco surrado, no verão um simples chinelo.
A sua casa era antiga, uma cabana de madeira
e na varanda ele vivia lendo livros numa cadeira. Continuar lendo “O valor que as coisas têm”

Quando você voltar

Leia curtindo Slow Cheetah – Red Hot Chilli Peppers

A minha casa guarda um silêncio ensurdecedor. O quarto, que já foi pequeno, agora é imenso só pra mim. Minha cama parece ter léguas entre uma ponta e outra. Os espelhos eu evito, pois não quero nem ver o trapo que estou atualmente. Mal de ausência é dos piores que tem. Silencia, encolhe, alarga e deprime coisas que deveriam ser normais. Minha casa cheia de alegria, o quarto parecendo minúsculo, a cama bagunçada, meu sorriso nas selfies em frente ao espelho. Deixei tudo isso pra quando você voltar. Continuar lendo “Quando você voltar”

Amigo da solidão

Prazer, sou amigo da solidão. Em meio a tanta gente que morre de medo dessa senhora, em meio a tanta coisa ruim atribuída a ela, que teve seu nome associado a depressão, ansiedade, agonia e saudade, me encontro aqui acompanhado apenas dela. Fui na contramão da aversão que todos sentem quando ela aparece e passei a entendê-la. Você raramente vai encontrar-se com ela em meio a multidões, embora isso seja possível. Ela costuma estar me esperando bem no meio da noite, quando todos já estão dormindo e ainda é muito cedo para acordar. Nas janelas dos prédios poucas luzes acesas, as que estão é por que foram esquecidas. Falando em esquecimento, foi quando eu me sentia jogado e esquecido aqui que ela apareceu. Continuar lendo “Amigo da solidão”

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