Talvez a sua jornada
pra se tornar a sua melhor versão
não seja sobre se tornar nada
e sim deixar de ser
tudo aquilo que te fizeram acreditar
que definiria você.

Afinal, se nem eu sei
tudo que sou ou posso fazer
como é que outra pessoa
vai saber me dizer?

No fim isso é sobre se encontrar
no processo de caminhar,
não necessariamente na linha de chegada.

Por que eu tô mais interessado
em vez de ser premiado,
é em curtir a estrada.

Curta a sua também.
Não espere que mais ninguém
entenda o seu caminho.

Por mais que seja bom se sentir acolhido,
eu agradeço por ter entendido que
algumas coisas são pra se resolver sozinho.

Você já chegou naquele dilema
de quando em vez de se sentir uma pessoa
a gente se sente um problema?

Quando eu penso nesse tema
lembro de um velho senhor
que sob os seus cabelos brancos
dizia com muito fervor:

– De todas as coisas que vivi,
de todos os sonhos que conquistei,
de todas as vezes em que me vi
encarando de frente a dor.
Após quase um século de vida te afirmo:
só fica o amor.

Amor.
E no final não é só o que importa?
Amor que entra pela porta
e inunda o nosso coração.
No final a oração,
o desejo, a alegria.
A gratidão pela vida,
o raiar de um novo dia.
A família e os amigos
e tudo mais que interessa.
Não é tudo sobre amor?
Então ame! E viva sem pressa.

E sobre o coração?
Esses dias eu assisti
uma linda atriz de cinema
que respondia perguntas
falando de vários temas.

Quando então alguém perguntou:
– E se você pudesse escolher
um único assunto que gostaria
que as pessoas soubessem mais sobre você?

Ela disse: meu coração.
E com essa curta frase
disse tantas coisas.
Mesmo estando famosa
e nos jornais todo dia,
mesmo a vendo na TV
ninguém de verdade a conhecia.

Julgam as roupas e as atitudes,
comentam no Insta de fofoca
sobre com quem ela se relaciona;
– Ora, ela não se toca!

Mas quem conhece a sua verdade?
E quem conhece você?
Quem é que sabe da sua autenticidade,
de tudo que você tem pra dizer?

Mais que tudo isso junto
o que no fundo eu te pergunto é:
quem conhece o seu coração?

E entre tanta futilidade
o que importa na realidade
é: o que desperta a tua paixão?

Coisas incríveis podem surgir
dos projetos que deram errado.
Aí está a beleza da coisa:
ver por um outro lado.
Mudar de perspectiva,
manter a chama viva
mesmo na dificuldade.
Pois é quando sofremos um dano,
na falha de um grande plano
pode romper um novo caminho de felicidade.

E de tudo que eu já vivi
e de tanto que ainda quero viver,
finalmente eu entendi
a importância de estar aberto pra me surpreender.

Hoje quando algo dá errado
não tenho choramingado;
tenho agradecido!

Descobri que uma porta fechada
pode me levar a conhecer uma estrada
de um mundo ainda mais colorido.

Paulinho Rahs