Resolvi ficar um pouco quieto e ouvir o meu coração. Eu já havia recebido esse conselho antes, de escutar o que nosso peito diz, mas juro que pensei que era bobagem.

Na minha barulhenta forma de viver, gritei aos quatro cantos que esse negócio não existia. Uns chamavam de intuição, outros de sexto sentido. Eu chamava de besteira. Mal sabia o presente da vida que estava jogando fora.

A maior parte das respostas que a gente procura para as perguntas mais difíceis da vida, estão dentro da gente. Preferimos nos aconselhar com meio mundo de gente, ouvir os outros e as suas opiniões e esperar pra tirar conclusões pela forma de viver de terceiros.

Na verdade, isso é só uma desculpa pra jogar tempo fora e ignorar o que temos de mais lindo e milagroso dentro da gente. O sopro da vida, a voz que vem da alma e do coração. Aquela sensação forte de saber qual deve ser o caminho a ser seguido. Intuir as respostas é coisa que vem de dentro e não de fora.

Eu sempre quis que a minha vida tivesse uma reviravolta, algo que me levasse ao lugar que eu já deveria ter chegado nesse ponto da jornada. Quantas noites rolando na cama e manhãs em sono profundo eu desperdicei nesses últimos anos.

Sempre que a gente se vê inquieto e com a sensação de que estamos perdendo tempo, pode ter certeza que dentro da gente existe uma voz berrando que estamos andando na contramão.
Falar menos e ouvir mais. Passar mais tempo sozinho e em silêncio.
Foram essas coisas que me fizeram aprender a ouvir a voz do meu coração. E isso, meus amigos, é ouro puro.