A dúvida é minha eterna companheira nessa jornada da vida.

Eu vivo sempre nesse vai-não-vai, querendo muito e ao mesmo tempo me achando incapaz.
Eu acho que eu consigo, mas não tenho certeza. Quase sempre eu tô nessa. Quase sempre é a pressa que me faz meter os pés pelas mãos. Outras vezes é a busca pela perfeição que me faz adiar. “Feito é melhor que perfeito”, eu sei. Mas mal feito também não é um bom jeito de colocar as coisas em prática.

Mesmo perto das pessoas, me sinto completamente sozinho. Será que alguém mais é assim?
A ansiedade me sufoca e me paralisa sempre que eu quero buscar algo mais. Tem dias que eu acordo bem, mas durante o dia algo se perde. Como se eu vivesse numa eterna corrida, fugindo de uma onda de sombra que vem pra me engolir.

E quando a sombra me atinge, sobra pouco da minha motivação. Sobram até motivos, mas se termina a ação.

Eu quero ser melhor, mas há sempre um inimigo por perto.

O inimigo sou eu. Ou, pelo menos, esse meu lado sabotador.

Esse meu lado que faz eu ter preguiça de dar um passo todo dia ao pensar em o quão longa será a caminhada.

Chega!

De ansiedade, de sabotagem, de medo e também de coragem só da boca pra fora.
Eu quero ser mais, eu quero ir embora.
Embora da inércia e de tudo que me segura.

Vou fazer o que der pra fazer hoje. Amanhã de novo. E depois outra vez.
Focar no dia a dia talvez seja o que vai transformar a minha vida. Ao menos, eu acredito.

Paulinho Rahs