(Pra ler ao som de Milianos – Nx Zero)

É assim que me sinto. Os últimos tempos fizeram com que eu me sinta acordado; espiritual e internamente.

Clareza mental.

Deve ser isso que chamam de amadurecimento. Ressureição.

O fato de conseguir valorizar os mínimos detalhe da minha vida, de estar – finalmente! – sendo produtivo e de cabeça aberta. Só assim pra visão não embaçar. A minha juventude podia ainda estar intacta, mas isso é ver o copo meio vazio. Prefiro pensar que ela poderia estar já perdida, mas isso está longe de minha realidade. Tem muito jogo pra ser jogado, muita coisa pra ser vivida. E aquele sonho antigo de mudar o mundo voltou com força, mesmo depois de todas as desilusões que a porta de entrada à vida adulta trouxe. Primeiro é o choque; é saber que nem tudo que parece é. É a triste descoberta de que nem tudo pode ser perfeito, que frustração é mais normal que o esperado. Vem aquele desanimo, aquele toque de rotina e normalidade. Até que um belo dia volta o estalo, acontece um instante mágico. Alguma coisa inspira e aí está! Ainda dá pra fazer muita coisa apesar dos pesares.

E o mundo que exploda. E se não explodir, deixa que a gente bota dinamite. Conceitos preestabelecidos, julgar sem conhecer. Estou farto desse tipo de coisa. Consegui ligar aquele botãozinho que todo mundo falava a respeito e eu achava bobagem.

– Ora, “liguei o foda-se”, que baita abóbrinha!

Até que isso me fez sentido. Tem que ligar mesmo. Errado estava eu ao julgar isso como uma atitude infantil pra responder atitudes sem resposta. Reconheço que isso faz todo o sentido. Acionei essa opção quando toda a minha existência começou a se basear em coisas fora do meu controle. Que vida é essa? Não é por aí.

É de olhos abertos e consciente. É com cautela e pés no chão.

É com humildade e aceitação. É dando tapa só se for com luva.

É levar pau e mesmo assim viver sendo a diferença que se quer ver no mundo.

Work hard, have fun, no drama.

O resto é balela. É bem por aí.

 

Paulinho Rahs

 

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