A adoração de imagens e desenhos representando entidades divinas existem desde os primeiros RESQUÍCIOS de civilização. Em meio a um século XXI, onde nasce um ídolo – na mais moderna concepção da palavra – a cada instante, é incontestável a importância deles. Sem distinção, desde à guria no auge de seus doze anos que ENSANDECIDA atira ursinhos com veemência no palco do Luan Santana, ao barbudo de cabelos compridos que tatua o Angus Young nas costas. A real é que todo mundo deveria ter alguém para se inspirar. Cada um na sua evolução, cada um no seu entendimento. Mas deve existir alguém que seja seu herói, que mereça suas lágrimas e que esteja acima do normal. Ainda que apenas ILUSÓRIAMENTE.

Um ídolo é, originalmente, um objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina, e frequentemente é associado a ele poderes sobrenaturais, ou a propriedade de permitir uma comunicação entre os mortais e o outro mundo.   (Wikipédia)
Aprendi isso com meu pai. Ele nunca precisou dizer as palavras SUPRACITADAS. Apenas fazer o que ele sempre fazia quando eu acordava nos finais de manhã ou chegava da escola nos finais de tarde, lá pela minha primeira meia década de vida. Nesses momentos eu sempre encontrava-o com seu chimarrão cevado nas mãos e um disco de um dos seus heróis tocando no rádio. Ele cantava as letras de cor, entre um mate e outro, e observava admiradamente os encartes dos CDs. Hoje, nos primeiros SUSPIROS da minha maioridade, o ritual ainda se repete, mas claro que os tempos são outros. O toca-discos é um notebook, a chaleira é uma térmica elétrica e os encartes são virtuais. Mas o homem é o mesmo que me fez compreender que ter alguém para se inspirar te move e te faz crescer. E claro, ter nas mãos sempre um mate amargo entre um aprendizado e outro.
A relação de fã e ídolo pode se tornar um ESCÁRNIO para admirador e admirado. Afinal, estamos falando de pessoas. Mas eu sigo levantando a bandeira da importância desse tipo de coisa. Alguém pra se inspirar, uma causa pra se lutar, um legado à ser deixado. E remontando o sentido original da palavra ÍDOLO: a representação material de uma entidade com poderes sobrenaturais. Capaz de ligar este mundo a um outro, em outra dimensão qualquer. É assim que vejo os meus e chego até aqui.
Entre as letras de Dave Grohl e o carisma de Dinho Ouro Preto, pessoas que me inspiram a ser quem sou, resolvi criar esse espaço para pôr pra fora as coisas que não conseguem espaço nas minhas letras.
Como análise final, Humberto Gessinger coloca suas ideias fora de letras em um blog. Quando meu pai escreveu seus primeiros livros, na adolescência, ele era “O Poeta Sonhador”. Alguns anos antes, em outra parte desse país, quando Renato Russo saiu do Aborto Elétrico, foi tocar sozinho autodenominando-se “O Trovador Solitário”.
Entre as inúmeras faces desta PAGINETA que está nascendo, como uma espécie de tributo aos meus heróis, esse será o espaço do “Poeta Solitário”.
Toco y me voy.
Paulinho Rahs
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