Hoje eu assisti um vídeo que dizia assim:
“Esse ano eu conheci a versão mais destruída de mim,
mas também conheci a mais forte.”
E essa frase foi meu passaporte
pra embarcar em uma viagem de amor próprio.
Me olhar no espelho e ver meus olhos cansados
já não foi tão doído.
Pois eu entendi que se eu não tivesse sofrido tanto,
eu também não teria, de um jeito tão grande, crescido.

Se você resolveu entrar na minha vida,
pode saber, eu vou correr junto contigo.
Mas, também, assim:
no momento que você não souber se quer ficar,
por mim acabou, é o fim.
É que sou muito apegado as pessoas,
leal, corro por você pra valer.
Mas no dia que você para de correr por mim,
eu não demoro muito pra esquecer.

Um dia desses eu fiquei sabendo
que falaram que sentiam falta da pessoa que eu era.
Claro. Eu era muito mais fácil de ser enganado.
Eu era mais propenso a ser manipulado.
Eu era muito bom pra eles,
mas nada bom pra mim.
No dia em que abri os meus olhos
vi que muita gente quer simplesmente
você sendo bom pra elas.
Tanto faz se ser assim vai só te prejudicar.
Por isso, muitos sentem falta de quem eu era.
A todos esses eu informo: aquela pessoa nunca mais vai voltar.

Antigamente eu era escravo
dá necessidade de querer agradar.
Isso me consumia aos poucos,
parecia que ia me matar.
Mas hoje eu consegui mudar.
Entendi que ninguém consegue agradar todo mundo.
Que a impressão dos outros vai ser deles,
mas não pode ser a sua, nem por um segundo.
A maturidade me ensinou:
faça o melhor que você pode,
aja honestamente, de coração.
Por que o resto?
O resto não está nas suas mãos.

Paulinho Rahs

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