Sento de frente pro teclado do meu computador para trabalhar e simplesmente não consigo. Pensando em você, a concentração não vem. Ultimamente tô vivendo meio que nem cachorro na espera da dona que saiu pra comprar pão. Na minha mente somente ideias da próxima indireta, do próximo assunto, da próxima história que quero te contar. O que afinal está acontecendo entre nós?

A minha espera é um eterno loop pelo intervalo do seu estágio ou a hora que você vai sair da academia. Qualquer momento pra gente falar qualquer bobagem por mensagem, por pouco que seja. É que eu tô absolutamente viciado na adrenalina do nosso papo, nos pequenos sorrisos que conversar contigo me traz, nas ideias do que pode acontecer a hora que a gente estiver no mesmo quarto, na mesma frequência.

Desculpa se eu passar a impressão errada de meio ansioso demais ou mesmo obcecado com essa história. É que a vida segura e estável é boa, é o que todo mundo acha que quer. Eu também achava que estava feliz com a minha. Até você me relembrar que viver correndo riscos, é viver de verdade. E a nossa relação é o tipo de coisa que se a gente ignorar, um dia vai se arrepender de não ter arriscado mais.

Me perdoa tantas frases e textos sobre o mesmo assunto. É que essa expectativa e energia em volta de ~seja lá o nome disso que temos~ pra mim é pura inspiração. Por que simplesmente me desligou da mesmice, da estabilidade, da segurança, dessa chatice. Agora é “qual vai ser o papo da tarde?”, “até que horas a noite?”, “me acorda amanhã?”. Um circulo vicioso e viciante de esperar o próximo capítulo.

Como uma novela que prende ou um seriado bom, eu tô sempre pelo próximo episódio. Quando será que os protagonistas vão morder a maçã proibida de uma vez? E que se danem os coadjuvantes. O resto do mundo vai fazer figuração no nosso set. Tem um veneno no teu perfume que tem tudo pra me embriagar. No fim das contas, não ter compromisso é um tempero caro, raro e que não pretendo desperdiçar.

Paulinho Rahs