Me sentindo meio enferrujado
não pude deixar de notar
o quanto é engraçado
o valor que damos as coisas.

Pois, afinal o que hoje é tudo
amanhã acaba se tornando nada.
O que precisa ser feito agora
depois tanto faz a hora.
É tudo tão relativo
que eu me pergunto o motivo
de encarar a vida assim.

Talvez mais calma e leveza,
aproveitar a refeição quente sobre a mesa,
desfrutar de uma conversa sem usar o celular.
Talvez essas coisas pequenas
como viver cada dia uma cena
nesse filme que é a vida
nos faça ver mais entradas
do que saídas,
chorar menos na despedida
e não ver tudo como uma corrida.

Se for esse o segredo
pra viver uma vida sem medo,
não ser um humano azedo
é o que pretendo agora.
Pois o que hoje é muito
pode ser amanhã muito pouco.
E eu prefiro viver lentamente e feliz
do que correndo feito um louco.

Paulinho Rahs