O amor já me machucou, me transformou, quase me matou até. Mas amar também me fez explodir de alegria, me sentir no topo do mundo.
Descobri que o amor pode ser lindo e cruel também.
O sentimento é o mesmo. O que muda ele são as pessoas.

Eu já me apaixonei ao ponto de ficar cego, já chamei de “amor da minha vida” quem hoje eu não vejo faz anos. É assim mesmo: a gente se engana, muda, evolui. Que bom que a vida nos dá tempo para crescer.

Hoje eu olho para trás e vejo que o amor é muita coisa, menos obsessão, mentira, maldade ou possessão. Amar é se doar e deixar a pessoa livre para escolher. Se ela não quiser doar-se de volta, nunca foi amor.

Aprendi também que nem todos os amores vão ficar pra sempre na sua vida. Vão existir pessoas que a gente vai amar, que vão amar a gente, mas que terão que ir embora. Faz parte.

Existirão amores que apenas serão passageiros, vão te ensinar, cumprir o propósito e vão seguir em frente. Agradeça e siga também. Foque no amor que vai vir para ficar. Todo mundo encontra o seu um dia.

Eu já quis desesperadamente segurar na minha vida pessoas que não ficariam de jeito nenhum. No fim, só eu me machuquei. Hoje eu vejo que quem for ficar, vai ficar sem insistência. Vai ficar por que quer.

O amor é sublime, incrível, puro. A gente que transforma muitas vezes o amor em desespero e tristeza. Mas até isso é bom. Quem ama “errado” aprende pra depois não errar com a pessoa certa.

Paulinho Rahs