É só quando a gente faz tudo errado e passa por aquela “ressaca” pós excessos que a gente consegue dar valor a estar bem e agindo corretamente. Vez que outra eu erro mesmo. Mas tenho errado cada vez menos.

O arrependimento era meu amigo íntimo. Agora, troquei ele pela aceitação. Eu aceito meus erros, em vez de me arrepender. Assim, me liberto do peso da culpa. Só por que errei no passado, não significa que eu preciso viver me martirizando com essa auto sabotagem.

Cada vez mais eu tenho visto uma versão diferente minha tomando forma. Portanto, parei de me comparar com os outros. Me comparo a mim, quem eu era um ano atrás. Sou melhor do que eu já fui? Então, sigo. Estando no caminho certo, a velocidade não é tão importante.

É incrível como quando a gente alinha os pensamentos e ações para o bem, as portas começam a se abrir na nossa vida. Eu já reclamei de tudo e tudo continuou a piorar. Quando eu comecei a agradecer pelo o que já tinha e agir como se tivesse tudo acontecendo, tudo começou a acontecer de verdade pra mim.

As pessoas andam por aí, pedindo e esperando um milagre para serem felizes. Estar vivo é um milagre. Ter o que comer, onde dormir, alguém para amar. Tudo isso são milagres. Quando a gente aprende a ser feliz com o básico, vai se abrir pro resto todo que está buscando.

Eu agradeço pelos erros. Pelas dificuldades. Pelas complicações. É parte da jornada, é parte do crescimento. Agradeço por ter vivido coisas que me deixaram mais forte. Hoje não vai ser qualquer coisinha que vai me machucar.

“No passado eu era mais feliz.” Esse pensamento já chegou a me atormentar. Engraçado como que a minha vida vivia num círculo vicioso nessa época, sempre voltando ao mesmo lugar. Hoje eu agradeço pelo passado, mas meu foco é no presente. Meu olhar, no futuro. E essa mudança foi fundamental para minha vida melhorar.

Paulinho Rahs