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Paulinho Rahs

O Poeta Solitário

mês

junho 2017

Fim após fim, o recomeço

Leia ao som de End Over End

No santuário dentro de mim, mil velas jazem acessas, queimando-se pouco a pouco. Ajoelhado em frente a isso tudo, estou eu. Rezando pelo meu futuro, fazendo um pedido mas não em voz alta. Pela minha mente cruzam todos os momentos que vivi até aqui e sigo colocando na balança o que me fez resolver chegar ao fim mais uma vez. O fim e o começo. A morte e o nascimento. Uma coisa depende da outra. Não há um sem que haja o seguinte. E eu que há muito vinha me segurando nas paredes deste poço fundo em que comecei a cair, talvez tenha finalmente visto que seja a hora de um começo inteiramente diferente. Continuar lendo “Fim após fim, o recomeço”

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Minha jaqueta e o sinal

Você pode ler ao som de This Love

Ela pediu minha jaqueta. Isso só podia ser um sinal né? Eu não enxerguei. Era um dia frio, desses com um solzinho para disfarçar o inverno. A gente na rua, no meio do desfile e ela queria usar a minha jaqueta de couro preta, aquela confirmada que eu nunca passei mais que dois dias sem vestir. Eu não pensei duas vezes antes e lhe entreguei. Mas será mesmo que era um sinal? Continuar lendo “Minha jaqueta e o sinal”

Carta aos namorados (Gerenciando o 12 de Junho)

O dia é daqueles apaixonados. Pertence a todos que entregaram para outra pessoa sua íntima e única chave que não tem cópia. Abriram o cofre e romperam a fechadura; tiraram seu coração e entregaram a sua guarda para outro tutor. Não interessa se demorou ou foi rápido demais, se foi fácil ou complicado, se era pra ser desde o começo ou foi moldado apesar das conspirações contra. Se hoje você teve o prazer de ter alguém para mandar a primeira mensagem do dia com flores e coraçãozinho, você é dono deste dia. Divide a companhia com outro sócio igualitário. 12 de Junho é a sua empresa e erros não são aceitos.

Continuar lendo “Carta aos namorados (Gerenciando o 12 de Junho)”

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