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Paulinho Rahs

O Poeta Solitário

mês

setembro 2016

Me liberte

Tenho a nítida impressão que o tempo nublado e chuvoso nunca mais vai embora da minha cidade. Parece que até a porcaria do clima sabe da nossa história! Faz frio e tenho a sensação clara que as cores estão pouco a pouco indo embora do mundo. É tudo acinzentado, cor de algema, cor de grade e de muro; muro de prisão. Continuar lendo “Me liberte”

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Carta para quando eu conseguir

Peço a todas as minhas versões intermediárias que colocarem as mãos nesta carta, que não leiam ela até o fim. Vocês sabem que estou escrevendo diretamente a uma única pessoa que vai estar a léguas de distância de todos nós: ela só pode ser aberta pela ‘nossa’ versão que conseguir atingir todos os objetivos pelos quais estamos propostos. Espero que vocês respeitem isso; nós vamos conseguir! Continuar lendo “Carta para quando eu conseguir”

A vida continua mas você não vê

(Texto inspirado na canção: A Mina – Capital Inicial)

Foi tanto e pouco, foi sempre e nunca. Já não há nada pra lhe dizer. Continuar lendo “A vida continua mas você não vê”

Como seu orgulho nos destruiu

Esta não é uma história fácil de digerir. Já vou avisando antes pra ninguém pensar que vai encontrar nos meus sentimentos expelidos algum tipo de conforto. Estas palavras que vou dizendo sem pressa, entre um gole e outro de amargas lembranças, possuem a acidez contida nos restos de rancor e raiva que ficaram aqui nas minhas entranhas. Não sou mais nem 1% de quem eu era, porém, ainda tenho esperança de me encontrar no fundo de uma dessas garrafas que tenho bebido pelas noites num desespero sem fim. E você? Não. Não bebo pra te encontrar. Tampouco eu bebo pra te esquecer. Apenas pretendo voltar à realidade com outra percepção. No momento estou preso e trancafiado, como num filme de terror, ligado num eterno ‘repeat’ das suas imagens me destratando. Continuar lendo “Como seu orgulho nos destruiu”

Você e uma vida toda de paz e amor

Não são muitas as coisas que eu quero. Pra ser bem sincero me contento com pouco, desde que seja o suficiente pra me completar; desde que seja aquilo que me deixa extasiado, com um sorriso bobo na cara, com vontade de acreditar de novo nas pessoas e na vida. Poucas vezes tive tanta certeza de algo que pode me proporcionar isso. Arrisco dizer que até bem pouco tempo eu nem tinha essa convicção. Só que agora é tudo assim: colorido pela cor dos teus olhos. Continuar lendo “Você e uma vida toda de paz e amor”

Tô com saudade do que eu nunca fiz

Tô aqui me lembrando das coisas que eu nunca fiz. Pensando na nossa foto que eu nunca postei, no dia em que eu (só) pensei em te ligar e dizer que estava apaixonado por ti, no beijo que eu não te roubei quando teu olhar me pedia por isso. Ando assim, pensando muito. Enquanto vou largando essas palavras pra todo mundo ver, botei a tocar a música que nunca foi nossa. Faltou fazer muita coisa e a vontade de voltar e terminar o que faltou é nesse momento maior que a carga emocional que eu sou capaz de sustentar.

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Rindo do meu ciúme

Quase sempre, por ser assim quase egoísta, me encontro rangendo os dentes de raiva, sentindo o calor do rancor me consumindo por dentro. Esses momentos são sempre que vejo algo que lembre o teu passado, alguém que passou pela tua vida ou alguma foto dessas velhas conversas salvas que na hora a gente nunca se dá conta que vão machucar no futuro. Eu e você demoramos muito pra perceber que é legal pra caralho estarmos juntos um do outro. Você seguia esperando o príncipe encantado, montado num cavalo branco que te levaria para novos reinos. Enquanto isso eu passei um milhão de vezes cavalgando por ti, mas acabei não te vendo por levar tudo muito a sério e achar que viver com alta velocidade era a única forma possível. Continuar lendo “Rindo do meu ciúme”

Direto ao assunto

Entre todas as inesperadas coisas que passaram pela minha vida nesse último ano, não tenho dúvida que você foi a mais relevante delas. Amar é uma porção de coisas estranhas misturadas com outras que não podem ser explicadas: você trouxe a perfeita fusão entre esses elementos. Trouxe calmaria nos meus dias de tempestade e pintou de verde esperança toda aquela fumaça cinza que cegava meus olhos. Entre a chuva dos dias negros e o pôr do sol que se apresenta surpreendentemente no final das tardes, encontro na sua face o arco-íris incrível de puro encanto. E o tal pote de ouro após percorrer toda a sua extensão são seus lábios em tom carmim. Continuar lendo “Direto ao assunto”

Eu não tenho medo de morrer

Correndo. Rápido. Muito rápido.

Envelhecer é estranho, me desloca, me tira do eixo. Sim, envelhecer. Coisa que eu achava que era pra velho falar a respeito. Você sabe, me refiro a velho mesmo: pessoas de idade, cabelos brancos, pegando netos no colo. Não. Envelhecer é diariamente. É pra mim, é pra ti, é pra todo mundo. Hoje, mais cedo, caí na besteira de abrir uma pasta com antigas fotos de anos atrás. Mas… Anos? Parece que foi ontem! Continuar lendo “Eu não tenho medo de morrer”

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