Em noites solitárias como a de hoje, as paredes do hotel parecem mais melancólicas que o normal. Nada de barulho nos quartos ou nos corredores, nenhuma cor além de um branco deprimente ao meu redor, nada do meu celular vibrar com a mensagem de alguém. Pra ser sincero, eu só queria aquelas duas palavras de um nome composto saltitando na minha tela inicial – o seu nome – acompanhado daquelas cinco letras mais clichês do universo. Hoje não. Hoje é só uma canção que eu ouvia quando estava triste há uns anos atrás e que veio a calhar pra esse momento. Não sei se é a distância de casa ou falta de alguém pra desabafar. A solidão sempre me foi uma companheira interessante para encontros comigo mesmo. Agora ela me sufoca e me faz repensar em absolutamente tudo. Continuar lendo “E se der tudo errado?”

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